2011 foi o ano de Adele. Seu álbum foi o mais vendido do ano, recordista em venda de singles (mesmo sendo apenas três), um DVD de destaque, prêmios, performances, turnê de sucesso, aclamação da crítica. O que Adele fez esse ano, nenhuma popstar como Lady Gaga, Rihanna, Katy Perry, Britney Spears ou Beyoncé conseguiu (a não ser Rihanna, que, só agora, com dois discos e 9 singles em seu nome conseguiu atingir).
21 fez um sucesso absurdo e inacreditável, em tempos de Born This Way e LOUD. A nova geração está carente de pessoas que dêem voz a seus sentimentos e necessidades. Enquanto Lady Gaga apostou na liberdade de gênero, Adele deu voz as desilusões amorosas.
A sinceridade de suas letras emocionou o mundo, moldado no atemporal Motown e influenciado pelo Blues e pelo Country, agradando a todos os ouvintes. Existem diferentes versões desse CD, a principal e básica será a analisada.
Faixa-a-Faixa
Rolling in the Deep
O primeiro single e carro-chefe do disco, Rolling in the Deep, mostra fúria e amor com batidas que simulam as do coração. Tudo na canção é milimetricamente planejado e, por mais que Adele realmente cante muito, soa robótico (veja, robótico não é sinônimo de auto-tune)
Nota: 9/10
Rumour Has It
O elemento robótico some da voz de Adele e os tambores aumentam ainda mais a fúria apresentada na faixa anterior. Mesmo assim, o refrão é fraco comparado com a música (que por sinal é muito bem-escrita), diminuindo a sua atratividade.
Nota: 8/10
Turning Tables
Uma balada ao piano que já começa a encher os olhos de lágrimas dos mais sensíveis, Turning Tables troca a fúria pelo sofrimento e desilusão, um campo que Adele domina como ninguém. Destaque, obviamente, para os vocais de Adele.
Nota: 9/10
Don’t You Remember
Essa balada possui influencia Country muito forte. O começo é desinteressante, confesso que relutei a ouvir a faixa por completo. Mas vale muito a pena ouvi-la por completo. Ela termina tão majestosa, com vocais tão perfeitos que impressionam quem ouve.
Nota: 8/10
Set Fire to the Rain
Melhor escolha para 3º single. A faixa possui influencia pop, mas não é óbvia, como vemos em Christina Aguilera, por exemplo. É apenas o compasso e a estrutura. A faixa com os melhores vocais do CD e a melhor produção, explode em um mix de fúria e dor, enchendo os ouvidos de uma qualidade que não víamos desde Black to Black, de Amy Winehouse.
Nota: 10/10
He won’t Go
Influenciada por R&B e Soul, é leve, não transparecendo a emoção, mas destaco a liberdade dos vocais de Adele em cima do instrumental, e vice-versa, o que em alguns casos chega a ser desastroso, mas no de Adele não foi.
Nota: 7/10
Take it All
Para quem diz que o Gospel não pode ser pop, esta música é um tapa na cara. Adele, acompanhada por um coro típico de músicas Gospel e um piano. Ainda não transparece emoção como nas anteriores, mas o acabamento estético acaba disfarçando isso.
Nota: 8/10
I’ll be Waiting
Nessa faixa, o destaque é, sem dúvida, a capacidade lírica de Adele, que fala em reacender um amor perdido. A emoção começa a voltar, mas discretamente. O ritmo é bem gostos, animado, a influência do Motown é excelente.
Nota: 8/10
One and Only
Puramente Soul e com vocais perfeitos, o sample nos remete a grandes (e verdadeiras) divas como Aretha Franklin e Etta James, tornando essa faixa uma das mais agradáveis de se ouvir, principalmente para as gerações mais antigas.
Nota: 9/10
Lovesong
Colocar um cover em um álbum em um álbum de estúdio é arriscado, soa como falta de criatividade. Mas ao entender o drama emocional apresentado no disco fica fácil entender o porquê. O cover de The Cure passa uma impressão de influência latina, mas não é, é apenas folk romântico. É bem legal, mas não tem todo o impacto que o 21 provocou.
Nota: 7/10
Someone Like You
Uma balada ao piano, reflexiva e dolorosa é o que melhor representa e define a faixa. Caída nas graças das massas. Tem forte apelo emocional, nada de floreios nem complexidade, o que choca nos tempos atuais. Franqueza, pureza e leveza consagram essa como a balada do ano e mostra que as vezes, menos é mais.
Nota: 9/10
Por: Gustavo Batista
Por: Gustavo Batista
































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