sábado, janeiro 07, 2012

Resenha da Semana: Confira a resenha de Gustavo Batista para o "4" + Novo sorteio Ponto POOP


A notícia mais comentada da história do twitter, a gravidez de Beyoncé, anunciada no VMA no ano passado chegou a ofuscar a grandiosidade do atual trabalho da cantora, o álbum 4. Com essa gravidez ela gravou videoclipes, um DVD, performances e uma ‘’turnê mundial’’ para divulgar a gravidez. Típico de diva.

Beyoncé surgiu para o mundo como uma integrante do falecido grupo Destiny’s Child. Mas foi em carreira solo que alcançou a consagração. Desde então tem se dedicado intensamente não só a música, mas como também ao cinema e moda. Emplacou hits históricos como Crazy in Love (considerada a música mais importante da década passada) e parcerias polêmicas de sucesso, como Telephone (com a controversa Lady Gaga, cujo vídeo é considerado um dos melhores dos últimos 15 anos).

Seu último trabalho, 4, é ousado em um cenário em que Party Rock Anthem e We Found Love dominam os chars. Não emplacou nenhum grande hit, mas em compensação é o melhor trabalho de sua carreira e um dos melhores de 2011. É vendido em duas versões, a standart (com 12 faixas) a deluxe (15 faixas mais três remixes) e a Japonesa (com ainda mais uma faixa).

E você poderá ter o álbum 4 de Beyoncé. Para isso fique ligado no Ponto POOP, as regras serão postadas na segunda-feira, dia 9.


Faixa-a-Faixa


“1+1” 

A faixa de abertura do disco é uma de suas várias baldas românticas. De cara percebe-se a mudança de seus vocais para algo mais limpo, próximo dos apresentados ao vivo. Ao contrario de várias baladas românticas, a bateria e a guitarra são imensamente diferentes, sendo o único acompanhamento da faixa, dispensando outros recursos de percussão.
Nota: 8/10
“I Care” 

Beyoncé mostra porque tem uma das vozes mais poderosas do pop. É R&B, mas não tanto. Voltada para o pop, com um solo de guitarra abafado, sua estrutura se assemelha a Halo, mostrando o campo em que Beyoncé domina e tem grandes chances de sucesso.
Nota: 8/10

“I Miss You”

É mais R&B, bem mais Black Music. Utilizando o recurso de gravar duas vezes a mesma parte da música, Beyoncé só ornamentou ainda mais seus doces vocais para a música. Mas ela é muito curta, o que é um grande defeito quando a faixa tem esse nível de qualidade.
Nota: 7/10

“Best Thing I Never Had” 

Uma investida R7B com influências pop. Algo realmente característico dela. Essa falta de elemento surpresa é algo que incomoda, dando a impressão de mais do mesmo. Mas em contrapartida a letra é muito bem escrita.
Nota: 8/10

“Party” (feat. André 3000) 

O que esperar de uma música de Beyoncé, em um disco dom influências soul, produzida por Kanye West? Uma faixa atemporal, digna de divas como Mary J. Blige. Ouvindo-a você se situa no universo da Black music. É como uma viagem e o rap de André 3000 é amplamente dispensável
Nota: 8/10

“Rather Die Young” 

De longe a pior e mais chata do disco. A voz irrita, os arranjos irritam, todo soa falso e gritado. Parece que a música poderia continuar por horas e horas...
Nota: 6/10

“Start Over”

Segue a linha de Set Fire to the Rain, da Adele, mas é mais R&B do que pop. A melhor faixa do disco, traz uma paz, você sente uma escalada emocional, uma sensação de liberdade que nunca foi vista sendo apresentada por Beyoncé.
Nota: 10/10

“Love on Top” 

A atemporalidade de Pary se repete em Love on Top, só que mais eficiente. Há motown, folk, R&B, soul, tudo junto na música conversando harmoniosamente. É como se Beyoncé ainda não tivesse esquecido o papel de Etta James.
Nota: 9/10

“Countdown” 

Aqui começam as controvérsias do cd: uns amam, outros odeiam. O fato é que Countdown foi original, ditou gênero, dispensou recursos como Auto Tune e não precisou de repetição silábica para explorar o earworm.
Nota: 9/10

“End of Time” 

Você sente uma percussão forte, algo lembrando fanfarras e carnaval brasileiro. E aí você se lembra dos vocais de Beyoncé, na única faixa do disco em que eles ainda apresentam a artificialidade das eras passadas. O solo de percussão é perfeito.
Nota: 9/10

“I Was Here” 

A composição mais perfeita do CD, você sente como se o disco estivesse no fim e Beyoncé estivesse se despedindo e mostrando a sua voz poderosa para que a pessoa se orgulhasse do que ouviu até o momento. É a mais limpa de todas e de longe a melhor balada de Beyoncé.
Nota: 10/10

“Run The World (Girls)” 

A mais controversa do cd, Girls é um hino de guerra, com tamores e outros elementos de percussão. É uma canção africana hip-hop hi-tech que não surpreende a não ser pelo instrumental ousadíssimo.
Nota: 8/10 

“Lay Up by Under Me” 

As faixas deluxe parecem que tem a necessidade de mostrar que Beyoncé sabe fazer Black muisc como gênios como James Brown com um toque de séc. XXI e letras dignas da sensualidade explorada pela parceira Rihanna desde o LOUD. Lay up by Under Me não é o tipo de música que fará sucesso em rádios mainstream, mas é prazerosa de se ouvir. É bem acabada no que se refere a produção, mas não possui nada explosivo digno de Beyoncé
Nota: 7/10

“Schoolin’ Life” 

Ainda Sensual, Beyoncé acertou na combinação percussão+sintetizadores+metais em tom baixo. A letra sexy também é bem agradável, mas a influência Black Music começa a diminuir, deixando a faixa apenas com influências de R&B e sem estilo bem definido 
Nota: 8/10

“Dance For You”

A melhor do deluxe e a mais sensual. Sem a preocupação de fazer algo que entre no conceito do disco, é uma faixa promíscua na medida certa, narrando preliminares subliminarmente. Para ser perfeita, faltaram as guitarras faltaram as guitarras serem menos abafadas.
Nota: 9/10

“Dreaming” 

A única balada do deluxe, segue a linha de Halo. É bem gostosa de ouvir, o piano só realçou a faixa e Beyoncé só mostrou mais uma aula de vocais e produção competente. A letra ainda é mais brilhante.
Nota: 8/10

Por: Gustavo Batista

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